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Boate Sucata

A badalada boate Sucata, no Rio de Janeiro, decidiu apostar na ousadia dos tropicalistas e, na noite de sexta-feira, 4 de outubro de 1968, deu início a uma temporada de duas semanas de shows memoráveis. Eles já vinham em ritmo alucinado das atuações no FIC, mas, naquele momento, deram o tom de superação que marcaria as apresentações nas semanas seguintes: gritos, assobios, ruídos, gemidos, distorções de guitarra e respostas debochadas às provocações da platéia. A chamada do show tentava alertar os mais desavisados: “Um espetáculo violento, diferente de tudo que já foi feito”. Desavisado ou não, o público compareceu em peso nos nove dias da temporada. Os shows eram contagiantes. Ninguém conseguia ficar indiferente – alguns reagiam escandalizados, atiravam ovos, tomates ou cubos de gelo sobre o palco; outros, excitados ou assustados; Havia, ainda, os que entravam no clima e arriscavam subir ao palco para cantar e dançar. Nomes do cinema novo como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Arnaldo Jabor, Leon Hirszman estavam entre os mais animados.. Caetano Veloso usou como cenário a bandeira Seja

Mídia: Texto

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